terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PMB corta água de lavajatos na Timbó:

A CTBEL resolveria tudo aplicando multas aos motoristas infratores.

Às 11:30h de hoje a Prefeitura Municipal de Belém resolveu por fim aos lavajatos da travessa Timbó, entre 1º de Dezembro e Almirante Barroso.
A operação começou pela travessa Barão do Triunfo, outro setor forte dessa atividade informal, com a retirada de coberturas e o corte d'água.
A COSANPA e a Polícia Militar acompanharam a Secretaria Municipal de Urbanismo — SEURB — da PMB na investida à Timbó, entretanto, os lavadores já estavam avisados pela trupe da Barão.
As ligações clandestinas de água foram o mote da operação desmonte dos lavajatos em ambas as vias — ou o absurdo volume de água tratada desperdiçada para esse fim.
Na Timbó, canto com a 1° de Dezembro, os lavadores ensaiaram um protesto, imediatamente debelado pelo contingente policial — exatamente o que está registrado no vídeo acima.
Os dois grupos se juntaram para protestar na avenida Almirante Barroso onde houve confronto com a ROTAM — Ronda Tática Metropolitana — da PM (sem documentação nossa).
A ocupação da área da Timbó com lavajatos de calçada tem aproximadamente 12 anos e está longe de ser um paraíso, contudo, tem clara função social: dá trabalho e consequente sustento às famílias — principalmente àqueles que tem passagem pela polícia e não conseguem um emprego digno com carteira assinada.
Com o funcionamento 24 horas a rua fica movimentada dando sensação de segurança aos moradores — coisa que o poder instituído jamais propiciou ou proporcionará.
Há abusos diversos como som alto, invasão de privacidade, atrapalho do trânsito, sujeira, etc.; nada que uma atividade educativa não amenize.
Não estamos falando aqui de lanchonetes ou pontos de venda, nos referimos a um serviço que depende única e exclusivamente da força física e da destreza do indivíduo para o sustento da prole, que nunca é pequena.
O problema está no excesso de pessoas que exercem a atividade no mesmo local, transformando aquele perímetro na Casa da Mãe Joana.
Se a Prefeitura de Belém, junto com outras instituições, organizasse essa sacanagem, todos sairiam ganhando — "organizar a sacanagem" é bem melhor que "provocar a bandidagem".
São pessoas que têm relações afetivas com o entorno, portanto, permeáveis às ações de estímulo ao bem viver.
Muitos que ali ralaram, hoje levam seus carrinhos à lavagem.
Dizem que outros viraram patrões, têm carrões e garantem a organização do "ponto" — por isso ganham uma "pintada" (onça) por semana de cada lambaio.
Os "operários" tiram, no mínimo dos mínimos: R$50,00 por dia; o que equivale a um salário mensal de R$1.400,00 sem trabalhar aos domingos — calma, as condições são as piores possíveis, até porque a PMB derrubou as barracas de apoio em época passada, como comprova o vídeo de 19 de setembro de 2007, mais de dois anos antes de fazer o mesmo na Barão do Triunfo:


Vídeo de 2007 feito com a ajuda de um dos lavadores: o Amsterdã.

O vídeo demonstra a convicção que perdurará: "Se vocês tirarem a gente vai colocar de novo!".
O corte d'água já ocorreu na Timbó, provocando fogo em pneus e interrupção do tráfego de veículos na 1º de Dezembro: um caos que reverteu a situação em poucas horas.
Como houve amadurecimento político dos lavadores timboleses, a água já está religada e a lavagem permanece tranquila — tudo resolvido sem tumulto e na diplomacia.
A Prefeitura Municipal de Belém fez uma grande palhaçada para aparecer nas emissoras de televisão; se quisesse realmente resolver a zona, botaria agentes da CTBEL para multar os motoristas que estacionam seus autos de modo irregular na hora da lavagem; esse seria um ato honesto com desdobramentos ao erário municipal.
Culpado não é o fodido que lava é o bacana que leva o seu possante para um trato bom e baratinho!
Autoridade: "quem não pode com o pote, não pega na rodilha!"; chama o Xunda!

"Tudo como dantes no quartel de Abrantes" (28/01/2010 às 16:45h): apenas dois clientes por causa da chuva.
Uma multinha cairia bem ao motorista do Fiesta verde JTQ-8605, estacionado em local impróprio: 90º sem sinalização para tal e muito próximo ao cruzamento das vias.
Se a CTBEL não fosse uma mera indústria de multas, trabalharia de modo probo, cumprindo sua função de organizar o trânsito, reduzindo a perene AVACALHAÇÃO do local.

Comprovação de que o carro é exatamente o citado no texto e que não há necessidade de grandes esforços para sanar o problema, afinal, é o condutor do veículo quem infringe a Lei, não o miserável lavador.
Fim da causa, fim do efeito!

Postscriptum:
O termo correto é LAVA A JATO e não "lavajato", inexistente em dicionários.
Seu sinônimo, o sunstantivo lava-rápido, é grafado com hífen.
Utilizamos LAVAJATO como neologismo por não encontrar referências sobre a aplicação do plural de "lava a jato" ou "lava-rápido"; uma artifício da dinâmica da língua.
Quem quiser ajudar na solução do impasse, que poste um comentário.
Blog HB
Postscriptum 02:
video

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