sábado, 11 de abril de 2009

"Mosqueiro Ilhas e Vilas."

Coincidências deram origem a esta postagem:
Ao recuperar o livro Mosqueiro Ilhas e Vilas de Augusto Meira Filho, observamos que a dedicatória fora ao médico, acreano de nascimento, Hermínio Pessôa, um “grande mosqueirense” segundo Augusto.
Conseguimos fotografias tiradas na década de 1940 que registraram uma das viagens que o médico fez, com um grupo de amigos, à Ilha — é possível que Hermínio Pessôa seja o autor das fotos em que ele não aparece.
Encontramos na Internet uma crônica de alguém que diz ter frequentado os mesmos cenários da época: Francisco Simões (
www.franciscosimoes.com.br). Ele poderá comentá-los melhor que nós, contudo, menos que Augusto Meira Filho e Hermínio Pessôa.

Capa do livro Mosqueiro Ilhas e Vilas, publicado em 1978, com foto de Dilermando Cabral Jr.


O engenheiro civil Augusto Meira Filho em ilustração de seu livro Mosqueiro Ilhas e Vilas.


Dedicatória de Augusto Meira Filho ao "grande mosqueirense" Hermínio Pessôa.

Uma "ida" de Hemínio Pessôa — de mãos dadas à moçoila — com um grupo de amigos, na década de 40, à Ilha do Mosqueiro.

A viagem de barco — Hermínio substitui sua camisa.


O Balneário Hotel ("do Russo") Chapéu-virado: Bar do Hotel.

A parte térrea da fachada do Balneário Hotel ("do Russo") Chapéu-virado. Nos dois detalhes, no final desta postagem, vê-se a fachada completa com dois pavimentos e parte do bar do hotel.

O Balneário Hotel ("do Russo") Chapéu Virado.

Capela da Praça do Chapéu-virado.


"NA PRAIA DO CHAPÉU VIRADO
Em certos dias muito me atormenta a realidade em que tenho que continuar a viver sob os aspectos tanto nacional quanto global. Diria que o presente não soube construir o futuro com o qual, em meu passado, tanto sonhei.
Mas preciso viver e, apesar de tudo, continuar a alimentar meus sonhos embora o real os defina como meras utopias. Que seja, mas tento resistir para acreditar em mim mesmo, na vida, no amor, na poesia, ou eu seria um morto vivo.
Momentos há entretanto em que prefiro mergulhar no meu passado, reviver períodos de imensa felicidade com os quais a lembrança me premia em forma de saudade. Doce saudade, infância, família, paz, férias. Anos 40 a 50.
Algumas vezes meus pais nos levavam a viver deliciosas férias na praia do Chapéu Virado. Ela se localiza na Ilha do Mosqueiro, há alguns quilômetros de Belém (PA). Naqueles tempos a única forma de lá se chegar era uma viagem de cerca de 2 horas num pequeno navio. Ele cortava lentamente as águas doces da Baía de Guajará.
Hoje, pelo que sei, as pessoas podem chegar ao Mosqueiro por terra, de ônibus ou em seus próprios carros. Fico imaginando que a paz que tanto amei naquele paraíso deve ter-se mudado de lá atualmente. É possível que tenha levado o silêncio consigo.
O barco aportava no pequeno ancoradouro da Ilha. Dali nos dirigíamos em pequenos ônibus, antigos, ou em charretes, pelas ruas, todas de chão, até chegarmos à praia de Chapéu Virado. Confesso que não conheço a origem daquele nome, mas lhe caía bem.
Sempre nos hospedávamos no Grande Hotel do Russo, um senhor forte, grande, corado e muito amigo dos meus pais. Pela manhã acordávamos cedo, já nos trajávamos apropriadamente para a praia e, após o desjejum nos dirigíamos às areias de Chapéu Virado.
O Hotel tinha dois blocos, o antigo, mais confortável, localizado entre árvores, e o mais moderno, um tanto frio na estrutura e nos seus cômodos. Costumávamos ficar ora num ou no outro.
O nosso toque de recolher ocorria ainda muito cedo. Não havia TV e, ademais, a ansiedade na espera do sol para a manhã seguinte nos impelia ao sono logo nas primeira horas de cada noite.
A praia ficava bem em frente ao Hotel e a pouca caminhada. Meu pai era um exímio nadador e eu um péssimo aprendiz de.
Afinal o sêo Mário fora remador dos bons da equipe de primeira da Tuna Luzo Comercial, e também campeão paraense de remo, por vários anos. Ele fazia questão de me dar umas aulas juntando sua técnica a uma paciência de Jó. Acabei aprendendo mesmo, apesar de aquelas praias serem todas de água doce o que facilitava a gente afundar mais rápido. Mas o professor era ótimo.
Na continuação da praia, para a esquerda, estava a praia do Farol. Ele se erguia sobre umas grandes rochas. Correr e jogar bola eram atividades indispensáveis, além de tentar nadar. Íamos até o Farol pegar alguns moluscos. Havia muitos por lá.
Após o almoço eu gostava de dar umas escapadas, sair sozinho do Hotel e ir até à praia enquanto o resto da família tirava sua sesta. Criança tem lá suas limitações impostas pelos cuidados maternos e paternos, claro, mas como eu não era de dar muito trabalho conseguia momentos de fuga para curtir sozinho a orla marítima.
Agradava-me muito andar calmamente pela rua em frente à praia, apreciando a beleza das casas, sentindo a brisa fresca e amena daquele horário, aspirando fundo o ar puro e me deleitando com o cheiro delicioso das inúmeras mangas rosa.
Além do mais deixava meus pensamento voarem, e o ambiente era muito convidativo a meditar. Por outro lado eu já era um bom sonhador desde criança.
Entre as casas e a praia havia muitas mangueiras que também nos ofereciam sua sombra reconfortante. Quanta saudade daqueles maravilhosos momentos.
Nada havia a temer, apenas curtir e curtir muito aquele pequeno paraíso. Eu esquecia da hora e ia caminhando e parando, me deixando envolver pelo silêncio amigo enquanto minha mente de menino viajava por uma felicidade que parecia eterna.
Levava meus passos até o farol e de lá voltava no mesmo ritmo. Quantos anos se passaram, quantas décadas, uma vida quase inteira.
Ilha do Mosqueiro, praia do Chapéu Virado, um sonho real do passado que não voltará mais. Restaram essas lembranças maravilhosas que preenchem minha vida, ainda hoje, quando a realidade atual nos sacrifica ou desanima.
Francisco Simões. (Outubro / 2006)"
texto encontrado em: http://www.franciscosimoes.com.br/napraia.htm

Detalhe 01: vista da fachada do Balneário Hotel Chapéu Virado a partir da Capela.

Detalhe 02: vista da Praça do Chapéu Virado a partir do terraço do bar (esquina da Avenida 16 de Novembro) do Balneário Hotel.
Fotos gentilmente cedidas por Maria Isabela Faciola Pessôa.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Belém do Pará: a Ilha do Mosqueiro no início do século passado.

É intenção do Blog HB fazer uma série de postagens sobre atualidade e passado da Ilha do Mosqueiro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosqueiro). Por isso digitalizamos os únicos cartões postais publicados no livro Belém da Saudade, 2ª edição — 1998 —, que ilustram aquele balneário. As imagens são creditadas à coleção de Vitorino C. Chermont de Miranda (VCM).
Uma fotografia obtida na biblioteca virtual do IBGE (http://biblioteca.ibge.gov.br/) — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — complementa este post. Na biblioteca do IBGE existem apenas duas imagens da Ilha: a desta postagem e outra da praia do Chapéu-virado que pode ser vista neste blog em Belém do Pará: acervo fotográfico do IBGE.


Não é a Ponte do Mosqueiro, mas o TRAPICHE da Praia do Areião, inaugurado em 1908 para atracação de vapores que faziam a linha Belém-Mosqueiro.


Praça da Matriz — Igreja de Nossa Senhora do Ó: a Maria grávida.


A mesma Praça da Matriz em momento de festividade.

Trapiche do Mosqueiro em época não informada no site do IBGE.

P.S.: As imagens podem ser ampliadas, contudo, do modo precário como foram conseguidas, não garantem uma melhor visualização.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Belém do Pará: a hipótese de Ronaldo Carvalho.

Foto exclusiva do Blog HB em análise para confirmar localização.

O professor Ronaldo Nonato Teixeira Marques Carvalho, diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará — FAU/UFPA — afirma, pela comparação das imagens, que é a esquina do Grupo Escolar Floriano Peixoto, hoje Casa da Linguagem.
Abaixo o e-mail que o Ronaldo nos enviou como comentário ao post Belém do Pará: fotos exclusivas de locais incertos.:

"Haroldo, não consegui responder no Blog, porém continuo insistindo é a avenida Nazaré. O muro à direita fazia parte de uma casa que está na foto Belém Antiga em um poster no Lider da Doca. Aí possivelmente foi construído o Manoelpintinho pela Nazaré. No local onde fica hoje o Manoelpintão era a Casa Outeiro. Salvo melhor Juizo. Ronaldo."



As duas fotos podem ser ampliadas para um exame simultâneo.

Mais dois cartões postais, ampliáveis, com a mesma perspectiva do possível local. Os três postais foram digitalizados do livro Belém da Saudade, 2ª edição — 1998. Caso a tese seja confirmada, as três iconografias do livro são anteriores ao ano civil de 1929 — a hipótese mais provável.
Blog HB.
É um desserviço do Governo do Estado do Pará que as esplendorosas imagens dessa publicação da Secretaria de Cultura não estejam à disposição pública na Internet.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Belém do Pará: fotos exclusivas de locais incertos.

Pairam dúvidas sobre as fotografias desta postagem. Por mais que todas pertençam ao mesmo álbum de família, não houve anotações de locais, datas ou autoria.
A suposição do ano de 1929 se dá pelo fato da garotinha, de maillot listrado em primeiro plano, ter nascido em 20 de novembro de 1927 e aparentar a idade de dois anos à época do registro.
Há a hipótese, pelos hábitos familiares, de ser a ilha de Mosqueiro (Belém-PA), especificamente defronte ao Chalé Adélia — edificação desabada ou demolida — defronte à praia do Chapéu-virado, onde hoje existe uma lanchonete em estrutura de alumínio desmontável chamada Caiaque.
A foto de Belém do Pará, pela proximidade nas páginas do álbum, sugere o mesmo ano de 1929 e lembra o encontro perpendicular das avenidas Assis de Vasconcelos e Nazaré — "esquina da atual Casa da Linguagem"; observação feita pelo diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA, professor Ronaldo Carvalho, refutada por outros dois professores da mesma FAU/UFPA: Paulo Sérgio Rodrigues Cal e Jaime Bibas (diretor do IAP — Instituto de Artes do Pará) que acreditam não ser Belém do Pará e sim outra cidade com características semelhantes.
As imagens foram digitalizadas na resolução suficiente à ampliação básica — novos escaneamentos serão feitos para um post definitivo.
Esperamos que os leitores do Blog HB, por meio dos comentários, elucidem essa "charada".

Avenida Nazaré esquina com Assis de Vasconcelos em 1929? No canto inferior direito da imagem, acima das bandeiras das portas do primeiro prédio, se lê: "RESTAURANTE POPULAR."

Mosqueiro praia do Chapéu-virado em 1929? É possível afirmar que a garotinha do 1º plano nasceu em 1927 — fato comprovável!

Blog HB
Mosqueiro praia do Chapeu-virado 1929? Ao fundo é a curva que dá na praia do Porto Arthur — o ponto de vista da fotografia do IBGE, em post anterior no HB, localiza-se no quadrante superior direito desta foto?

Mosqueiro praia do Chapéu-virado, em 1929, defronte ao Chalé Adélia — que não aparece na foto, somente parte do gradil do terreno por detrás de uma pequena árvore podada? O Chalé Adélia desapareceu e em seu lugar aparenta existir uma lanchonete sazonal com a palavra Caiaque escrita em seu letreiro.

Fotos gentilmente cedidas por Maria Stella Facióla Pessôa Guimarães.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Belém do Pará: acervo fotográfico do IBGE.

O IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — disponibiliza, através de sua biblioteca virtual (http://biblioteca.ibge.gov.br/), fotogradias antigas da cidade de Belém do Pará (incluindo duas da ilha do Mosqueiro).
O Blog HB fez um álbum no Picasa (http://picasaweb.google.com/HaroldoBaleixe/) com 158 fotos das 161 disponíveis — esses slides podem ser vistos, em miniaturas que se comunicam com o PicasaWeb, à direita desta postagem em: "IBGE: fotos antigas de Belém do Pará.".
Infelizmente a maioria das imagens foi digitalizada em baixa resolução, o que dificulta a ampliação para uma melhor percepção desses lugares da Cidade.
O IBGE não informa as datas de captura dessas fotos, nem seus autores — é possível que esses dados simplesmente não existam nos arquivos de sua biblioteca, o que é lamentável; contudo, viajar pelo passado incerto, já é um deleite que não tem preço.
O álbum, que expõe a maioria das fotografias por nós tratadas a partir dos originais do IBGE, facilita a navegação imediata e o download do conjunto — o que não ocorre no site do Instituto, reprodutor de vícios burocráticos do mundo real.
Outro problema detectado é que os buscadores de Internet não encontram as fotos do IBGE — esperamos que o "IBGE: fotos antigas de Belém do Pará." corrija essa falha nonsense.
Abaixo publicaremos algumas dessas esmeraldas, todas ampliáveis para melhor visualização:

Mosqueiro: praia do Chapéu-virado.


Praça Visconde do Rio Branco.

Praça da República.

Oswaldo Cruz esquina com Presidente Vargas.

Largo de Nazaré.

Praça do Pescador.
Blog HB
Blog HB
Praça Batista Campos.

Belém do Pará: Doca de Souza Franco 1970.

Visão geral da Doca.
Mais uma jóia encontrada na Internet: site Panoramio. Lá consta que seria de 1970 e é de autor desconhecido.
Localização: cruzamento da Boaventura da Silva com a Doca de Souza Franco.
Antes a Avenida Visconde de Souza Franco era o Igarapé-das-almas:

Conteúdo de um dos cartões postais que ilustram o livro Belém da Saudade, 2ª edição — 1998 —, publicado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará com apoio do Ministério da Cultura. Essas imagens, para infelicidade dos internautas, mesmo reproduzidas com dinheiro público, não estão disponíveis institucionalmente na Web.

Imagens ampliáveis.

terça-feira, 31 de março de 2009

UFPA: triunfa a coerência e a sensatez no CONSUN.

Imagem com ampliação suficiente à leitura.


Ontem, dia 30 de março de 2009, sacramentou-se, mais uma vez, no Conselho Universitário da UFPA — Universidade Federal do Pará —, o resultado da consulta à Comunidade Acadêmica feita em 03 de dezembro de 2008 para escolha do reitor e vice-reitor da instituição.
Publicamos o "recorte virtual" da notícia veiculada pelo Portal da UFPA e seu link para registro no Blog HB — o texto é fidedigno, omitindo apenas os detalhes sórdidos dessa reunião.
Esperamos que os medonhos FACTÓIDES tenham sido incinerados e atirados no meio do rio Guamá para o arrasto nas correntes fluviais.
Quem assistiu ao CONSUN pela Internet teve a exata dimensão do que são FACTÓIDES.
Em breve, neste mesmo port, transcreveremos a lista da votação pública transmitida ao mundo pela WEB.

sexta-feira, 27 de março de 2009

UFPA: um factóide obsceno.

É indecente o aumento do número de capítulos na novela SUCESSÃO À REITORIA da Universidade Federal do Pará.
Na próxima segunda-feira, dia 30 de março, o Conselho Universitário mais uma vez mexerá nessa panela azeda.
O Ministério da Educação "obriga expressamente"* que o resultado das urnas se ajuste à Lei 9192 de 1995 (
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/l9192_95.htm.) que determina em um universo numérico entre 0 (zero) e 10 (dez) que o valor de um voto de professor seja 7 (sete) e os votos de alunos e funcionários valham 1,5 (um e meio) cada — é a famigerada e tortuosa Lei dos 70%.
Uma consulta à Comunidade Universitária que levou em consideração a organização e discernimento político das três categorias (docentes, discentes e técnico-administrativos) apontou os vencedores. O Conselho Universitário — que tem composição à semelhança da Lei — homologou essa escolha coletiva, entretanto, a amargura e o terror dos derrotados traz de volta o zumbi putrefato à mesa do necrotério do CONSUN.
Exumar um cadáver do que pereceu às vistas do mundo para uma necropsia é ridículo. O atestado de óbito foi assinado publicamente às 16 horas do dia 22 de dezembro de 2008. Causa mortis: INANIÇÃO.
Expor a carniça aos olfatos alheios foi uma segunda manobra da estratégia em desespero para alcançar o poder na UFPA. A primeira foi não formatar, à revelia do Conselho, a lista tríplice no modelo EXIGIDO pelo MEC. A derradeira manigância será tentar transformar o CONSUN em picadeiro.
Os derrotados no pleito e no CONSUN alimentam-se de uma única e soberba esperança em Brasília: a influência que Alex Bolonha Fiúza de Mello exerce no Ministério da Educação.
É de se esperar que o atual reitor da UFPA se gabe de pertencer ao Conselho Nacional de Educação e de gozar de prestígio naquele Ministério — esse é o seu currículo, essa é a sua história pessoal.
Contudo, seria abominável imaginar que o magnífico venha a “mexer os pauzinhos” para catapultar os perdedores à reitoria da Universidade.
Atitude dessa natureza afogaria Alex Bolonha Fiúza de Mello na lama dos fósseis.
O Conselho Universitário é legislador e ao mesmo tempo o supremo tribunal da Universidade Federal do Pará, desse modo, à sua deliberação não cabem recursos; portanto, nada fará o CONSUN contra si.
Mudar o resultado do sufrágio seria um despautério inaceitável. Seria negar a AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA garantida pela Constituição Federal. Seria abrir mão da liberdade (intelectual) — bem tão inalienável quanto a vida (da Universidade).

Obriga expressamente*: termo usado em “Carta Aberta ao CONSUN” redigida por um dos componentes da chapa derrotada ainda insatisfeito. Se o "obriga expressamente" foi utilizado no documento do MEC, é um demonstrativo que o Ministério da Educação não se adaptou às mudanças de um país que execrou uma Ditadura Militar perseguidora e assassina de seus contraditores. Contudo, se essa foi a interpretação do autor da missiva, lamentamos que sua ideologia esteja atrelada aos Atos Institucionais, particularmente ao AI-5 de 13 de dezembro de 1968 — o ano que não terminou para Zuenir Ventura.

A Autonomia Universitária é uma garantia constitucional, portanto, uma lei que determina como uma universidade deve votar, desrespeita a Carta Magna do país (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm).
Ou seja: a Lei 9192/95 é tacitamente inconstitucional.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Uma carta sem frescuras:

" Prezados(as) Membros do CONSUN,



O MEC solicitou à UFPA que encaminhe nova lista tríplice dos candidatos a Reitor, respeitando formalmente o que estabelece a lei vigente. Este ato não altera, na prática, a prerrogativa deste CONSUN de encaminhar o resultado da escolha da comunidade universitária. Em nenhuma escolha de dirigentes, ao longo do atual governo, o MEC requereu mais do que o cumprimento da formalidade e nem o faz agora. Qualquer afirmação em contrário ignora os dados da realidade.

O MEC não determinou que o CONSUN formalize decisão diferente daquela que expressa o desejo da comunidade universitária, conforme aferido por meio de processo de consulta definido por este CONSUN, realizado por este CONSUN, conduzido por uma equipe designada por este CONSUN e cujos resultados foram reconhecidos como legítimos por este CONSUN.

O CONSUN da UFPA, portanto, tem o pleno poder de reafirmar a autonomia da UFPA e a legitimidade de seus próprios atos, cumprindo a formalidade da lei, mas encaminhando ao MEC o resultado que expressa o desejo da comunidade universitária. Se não o fizesse, não seria porque o MEC está subtraindo a autonomia universitária. Seria um ato de renúncia injustificada à autonomia. O MEC, reitere-se, não desrespeitou, neste governo, a vontade da comunidade de qualquer IFES. Todas fizeram suas consultas do modo que julgaram mais apropriado e simplesmente tiveram o cuidado de enviar o resultado no formato que a lei exige. Garantiram, assim, a nomeação do escolhido pela comunidade, colocando-o em primeiro lugar na lista. Tanto o MEC quanto a Presidência da República, diferente do que acontecia no governo FHC, respeitam o resultado e o nomeado é sempre o primeiro da lista.

O momento requer mais uma vez a afirmação dos compromissos com a instituição, como este Conselho tem reiteradamente demonstrado. Cabe ao CONSUN da UFPA a responsabilidade de, com serenidade, coerência e, sobretudo, compromisso ético fazer valer a autonomia da UFPA e os interesses institucionais maiores.

Cordialmente,

Horácio Schneider*"
Blog HB
*Vice-reitor eleito da Universidade Federal do Pará para o quadriênio 2009/2013.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Assembléia Paraense: registro da construção do Edifício Garagem (vídeo 02).

Sábado, dia 21 de março de 2009, comemorou-se a “cumeeira” do Edifício Garagem do clube Assembléia Paraense.
A festa foi no pavimento térreo do novo estacionamento que terá sua conclusão parcial em maio próximo (vestígios ainda visíveis nas filmagens do domingo).
A fase inicial inaugurará 4 pisos com 460 vagas amplas, o que duplicará a capacidade já existente no interior do clube.
A fundação suporta 6 pavimentos suspensos além do térreo, dos quais três já estão concluídos.
O quarto piso não terá cobertura porque há espera para os 3 andares futuros.
A acessibilidade de cadeirantes será garantida por dois elevadores com capacidade para 8 pessoas cada. Um ficará no estacionamento e o outro dentro do clube.
A interligação entre estacionamento e clube será feita por uma passarela suspensa à altura do terceiro piso.
Ao contrário da boataria freqüente, o presidente da Assembléia Paraense, engenheiro civil André Sobrinho, nos garantiu que o estacionamento não será cobrado dos sócios, dos convidados deles e, sequer, dos frequentadores dos eventos externos.
“Caso haja grande lotação as diretorias futuras decidirão o que deverá ser feito”: frase que exime André de candidatar-se ao segundo mandato.
A partir de maio a Assembléia Paraense deverá começar a recuperar o público (e a receita) que perdeu com a concorrência com o Hangar — espaço dotado de parking.
A envergadura do investimento, sua implementação e os benefícios percebidos pelos associados garantirão à situação larga margem de vantagem nas eleições de junho.
O blog HB apoiaria preferencialmente o amigo André Sobrinho; contudo, caso esteja sacramentada em sua cabeça, a negativa de concorrer; assim o faremos com o seu candidato.

http://www.youtube.com/watch?v=GSGE0-lt1q8

A alta qualidade já pode ser acessada a partir do blog: depois de iniciada a exibição, basta clicar em HQ (High Quality) para que o botão virtual mantenha-se na cor vermelha.

O Blog HB tem registrado a obra desde a fundação: Assembléia Paraense: registro da construção do Edifício Garagem.